o mar do poeta

o mar do poeta

o mar do poeta

o mar do poeta

quinta-feira, fevereiro 19

SUBINDO A MONTANHA


SUBINDO A MONTANHA

Entoando minhas canções
e, solitário, vou subindo a encosta da montanha,
penhascos alcantilados, ravinas espantosas,
tudo é luxuriante e belo.

Sigo num arroio runo à nascente,
A montanha eleva-se
Como um dardo de pedra lançado da terra,
Páro, para descansar e admirar tão rica beleza

O mosteiro, esse, fica ainda lá no topo da montanha
Muitas horas serão ainda precisas
Para o poder alcançar
Após ter enchido os pulmões
Com o ar puro da montanha

Pego em meu bordalo
E avanço cheio de ,
Pela imensidão dos montes,
Deixei de ver o topo da montanha
Já não sei por onde vou

Olho em volta
E então vejo lá ao longe
O sol poente
Como me indicando
O caminho a seguir
O nascente

E lá sigo eu, calmamente
Os morros
Os vales esses já ficaram para trás
Bem como a familia que me
Acompanhou até à metade da etapa


Da subida da montanha
Terei que ser eu, somente eu
Com a minha fé
A escalar sem ajudas,
As ingremes encostas,
Pondo à prova
A minha vontade
O meu espirito e sacrificio

2 comentários:

Betha Mendonça disse...

Contemplação e meditação.Coisas comuns ao meu estimado Guru.Bjins, Betha.

António Manuel Fontes Cambeta disse...

Estimada Amiga Betha, muitas são as vezes que as montanhas que vai dar aos mosteiros as subo, mas o faço com um prazer enorme.
Coisas que já fazem parte do meu quotidiano.

Um abraço amigo estimada Poetisa.