o mar do poeta

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quinta-feira, agosto 16

ESTÓRIAS DO INSPECTOR PARDAL


Estavamos no ano de 1995, já me encontrava reformado ia fazer 3 anos, e como nunca tinha idos aos Estados Unidos da América, e tendo lá famailiares, pensei em ir passar uns tempos, com minha esposa, junto de suas irmãs.

Na altura era necessário tirar um visto de entrada, para tal nos deslocámos a Hong-Kong, já quem em Macau não existia e nem existe representação da embaixada americana.

Antes de ir-mos a Hong-Kong nos informa-mos dos documentos necessários para apresentar e eram muitos, desde a conta bancária, atestado médico, documento comprovativo da nossa situação profissional entre outras papeladas.

Munidos de toda a documentação seguimos para Hong Kong e nos hospedados no  The Marco Polo Hotel, sito na Canton Road - Tsim Sha Tsui - Kowloon





No dia seguinte, de manhã bem cedo seguimos para Hong Kong e nos dirigimos ao Consulado dos Estados Unidos da América.





Instalações do Consulado Geral dos Estados Unidos da América em Hong-Kong

Quando lá chegamos havia já uma enorme bicha, na sua maioria chineses, mas rápidamente fomos atendidos.

O funcionário que nos atendeu, começou por fazer as pergunas habituais, qual a razão porque deseja ir aos Estados Unidos, se desejava fixar-me lá, se deseja obter um green card entre outras perguntas.

Respondi-lhe que desejava ir visitar minhas cunhadas que vivem na cidade de Portland - Oregon, informei igualmente que estava aposentado e recebia a minha pensão pelo Governo de Macau, não deseja obter green card algum, nem fixar-me nos Eatados Unidos, simplesmente desejava ir visitar os familiares, mas o funcinário insistiu se eu desejava ter a nacionalidade norte americana, pelo que lhe respondi que eu era português, e não tencionava mudar de nacionalidade.

Virou-se para minha esposa, e falando no dialecto cantonense, lhe perguntou se eu estava a dizer a verdade, o que me irritou, tendo-lhe respondido, que eu sabia igualmente falar o dialecto cantonense, não precisva de indagar junto de minha esposa a veracidade de minhas palavras, se me passarem o visto muito bem senão é assim já, eu até nem sou muito simpatizante dos Estados Unidos da America, de seguida entreguei-lhe os passaportes e as fotos, o funcionário não me pediu os documentos exigidos, simplesmente nos disse para voltar-mos lá no dia seguinte.

Assim que saímos do consulado, a minha esposa estava irratadissima comigo, dizendo que eu tinha sido malcriado para com o funcionário e desta forma jamais obteriamos o visto para poder-mos ir visitar as suas irmãs, bem o dia foi passado da pior forma, com a minha esposa a tocar sempre na mesma tecla.

Aproveitámos o dia para visitar-mos o Peak, para tal apanhamos o trem, cuja estação ficava perto do consulado e lá seguimos


Uma viagem super excitante

Lá do alto podemos ter uma vista maravilhosa sobre a cidade de Hong Kong.

Após a visita ao Peak, regressámos a Kowloon onde almoçamos e fizemos algumas compras na famosa  Golden Street - Nathan Road.

No dia seguinte de manhã, de novo fomos ao Consulado Geral dos Estados Unidos da América, à entrada nos entregram um talão numerado e ficamos a aguardar a nossa vez.

Volvidos uns minutos fomos chamados e nos foi entregue o passapore com o visto de entrada nos Estados Unidos, válido para 10 anos.

Volvido cerca de um mês compramos os bilhetes de avião da companhia aérea United Airlines e lá seguimos rumo a S. Francisco, mas o nosso destino era Portland.

- No artigo seguinte se narrará o embarque em Hong-Kong e as peripécias havidas.


 

Um comentário:

Jose Martins disse...

Amigo Cambeta,
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Tive mais sorte para obter o duplo visto em 1981... nem fui à embaixada americana.
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Bem é que eu trabalhava para a Texas Instrumentos na pesquisa do pitróleo e aquilo foi sempre andar.... Foi só entregar o passaporte verde, tuga, à secção do pessoal e chegou-me com a vinheta.
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Foi quando viajei à volta ao mundo e passei por Macau quando ainda era pequenino e até o tempo, ali, tinha parado... Fui bom comer umas comidas, portuguesas, no restaurante/barracão do Pinóquio na Taipa.
Abraço amigo