o mar do poeta

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quinta-feira, setembro 23

CLUBE DE FUTEBOL OS BELENENSES



O Clube de Futebol Os Belenenses, é um clube português fundado em 23 de Setembro de 1919, e tem sede em Lisboa, na freguesia de Belém.

Entre outras conquistas, para além de 3 Campeonatos de Portugal, 3 Taças de Portugal, e 6 Campeonatos de Lisboa, a vitória no Campeonato Nacional, em 1945/1946, foi o momento mais significativo da sua história. Durante décadas fez parte do quarteto dos "Grandes", juntamente com o Porto, Benfica e o Sporting.

Até 82/83, estes foram os clubes que estiveram sempre na 1ª Divisão. Em 1933, o Belenenses era o mais poderoso clube de futebol em Portugal: tinha 3 Campeonatos de Portugal, tal como o F.C. Porto, contra 2 do Benfica, 1 do Sporting, 1 do Olhanense e 1 do Marítimo, e era também o clube com mais jogadores presentes na Selecção Nacional desde o início da actividade desta. Manteve esta posição até 1935, e a 2ª posição até 1951.

Ainda hoje é o 4º clube com mais internacionalizações, com cerca do dobro dos 5º e 6º (Boavista e Vitória de Setúbal).

Dados Históricos e Relevantes



Banco de pedra com inscrição alusiva ao local de nascimento do Belenenses.

Apesar da sua massa associativa envelhecida, tem alguns simpatizantes noutros países (ex colónias portuguesas e comuniddades emigrantes no estrangeiro).

Prova disso são as suas casas e núcleos fora do país: Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, Angola, São Tomé e Príncipe, Timor, Bélgica, Estados Unidos da América e Canadá. O Belenenses tem ainda cerca de 50 filiais e núcleos em Portugal continental e ilhas.

Por exemplo, na final da Taça de Portugal de 2007, havia faixas a assinalar presenças de adeptos de: Suíça, Canadá, Minho, Bragança, Vila Real, Porto, Ermesinde, Vila do Conde, Espinho, Estarreja, Viseu, Repeses, Covilhã, Coimbra, Tomar, Óbidos, Peniche, Elvas, Laranjeiro, Costa da Caparica/Trafaria, Litoral Alentejano, Santiago do Cacém, Faro… além dos núcleos da Fúria Azul, não só da grande Lisboa e Margem Sul, como ainda do Alentejo e de Ovar…

Ao final da Temporada 2006/2007 o Belenenses havia conquistado 2.197 pontos em 1900 partidas, com 811 vitórias, 445 empates, 634 derrotas, 3.109 golos a favor, 2.391 contra em 68 participações na primeira divisão do Campeonato Português, sendo este o quarto melhor retrospecto entre as equipas portuguesas, com larga distância do 5ª (Vitória de Guimarães).

«Digamos que o Belenenses, parecendo uma inevitabilidade, nasceu de um impulso. Mas, mais do que ter vindo ao mundo numa maternidade ao ar livre, surpreendeu pela robustez e, sobretudo, pela determinação dos seus fundadores que enfrentaram o dédalo formado por más vontades, intrigas e ausência total de desportivismo de várias forças.

Chegou ao desporto português à revelia dos interesses bizantinos de muitas e boas almas. ( Homero Serpa )»

Ao longo da sua história, o Belenenses defrontou e venceu algumas das mais poderosas e conhecidas equipas do mundo: o Barcelona, o Valência, o Borussia Dortmund (na Alemanha), o Bayer Leverkusen, o Monaco, o Olympique Lyonnais, o Vasco, o Cruzeiro de Belo Horizonte, o Newcastle, o Deportivo de La Coruña, o Sevilha, o Stade de Reims, o Dínamo de Zagreb e... o Real Madrid (uma das vezes por 3-0!).

Com o Real Madrid, o mais bem sucedido clube mundial do século XX, o Belenenses teve fortes ligações: foi especialmente convidado para inaugurar o Estádio daquele clube, e voltou a sê-lo quando o estádio fez as bodas de prata e houve a festa de homenagem ao hexacampeão europeu, Gento.

O Belenenses foi o primeiro clube português a participar na Taça UEFA, estreando-se com um empate 3-3 em casa dos escoceses do Hibernian.



Registo ainda para o facto de o Belenenses ter sido a equipa a marcar mais golos num só jogo de todos os campeonatos nacionais: 15-2 à Académica. Aliás, no espaço de uma semana ganhou também por 14-1 ao Salgueiros, ou seja, marcou 29 golos em duas jornadas.

Na Taça de Portugal tem a segunda maior goleada de sempre com 17-0 ao GD Vila Franca. Entre os clubes que foram goleados pelo Belenenses, contam-se o Sporting (9-0, 6-0 e 5-0), o Benfica (8-3 em casa e 5-0 em campo neutro), o Futebol Clube do Porto (7-3 em casa e 6-2 e 4-0 fora) e o Sporting Clube de Braga (9-3), ou ainda o Vitória de Guimarães (12-1), o Boavista (10-0) e o Vitória de Setúbal (9-0), para referir alguns dos mais cotados.

 Emblema



O emblema do Belenenses é relativamente simples e pouco se alterou do original, apenas com mudanças nas cores (e padrões) e no escudo.

O emblema actual é constituido por um escudo branco (com margens azuis), duas faixas azuis em X (com margens brancas) , Cruz de Cristo ao centro e as iniciais do clube (CFB) foram postas em três dos quatro espaços brancos (em preto).

Ao longo do tempo o emblema foi gradualmente alterado até ao actual (que mesmo assim não difere muito do inicial), o original era parecido ao actual diferindo apenas na forma do escudo, que era mais triângular e a cor que era um azul acinzentado, mais tarde o fundo do emblema foi arredondado e as margens do escudo e das faixas passaram a ser douradas.

Em tempos mais recentes as margens (do escudo e das faixas) passaram a ser azuis, as inicias passaram a ser douradas e mantiveram o escudo, as modificações seguintes iriam da origem ao emblema actual.

Variações históricas

Talvez a variação mais dramática do emblema em relação à evolução deste foi um emblema usado pelo Belenenses na década de 70 que consistia num escudo branco com margens douradas, a Cruz de Cristo ao centro e as iniciais (CFB) dentro do escudo por cima da cruz.

Condecorações


Instituição de Utilidade Pública

Comendador da Ordem Militar de Cristo

Oficial da Ordem de Benemerência

Ordem de Benemerência da Cruz Vermelha

Benemérito da Cruz de Malta

Medalha de Mérito Desportivo

Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa


Estádio do




O Estádio do Restelo foi inaugurado a 23 de Setembro de 1956, tendo feito em 2006 50 anos, com o Clube a realizar uma série de eventos comemorativos. A lotação original era de 44.000 pessoas (com projecto para aumentar para 62.000), tendo esgotado pela 1ª vez em 1 de Fevereiro de 1959. Hoje, tem cerca de 22.000 cadeiras, num total de lugares para cerca de 32.000.

 Mas a maior assistência ter-se-á verificado em Outubro de 1975, quando 60.000 pessoas assistiram à vitória do Belenenses sobre o Benfica, por 4-2, alcançado os azuis a liderança do Campeonato Nacional.

Geralmente considerado um dos mais belos estádios Portugueses, foi durante anos local de eleição para mostrar a ilustres visitantes estrangeiros, desde a Rainha de Inglaterra ao Imperador da Etiópia.

Jogadores históricos (Futebol)


O Belenenses teve nas suas fileiras alguns dos maiores jogadores portugueses de sempre. Entre estes, destacam-se:

Artur José Pereira - Fundador do clube. 25 anos depois de ter posto termo à sua carreira, era ainda considerado o melhor jogador português de sempre. Como treinador, ganhou para o Belenenses 2 Campeonatos de Portugal e 3 Campeonatos de Lisboa.

 Incansavelmente, lançava e formava muitos dos grandes jogadores do Belenenses no primeiro quartel da sua existência. O seu corpo está depositado num mausoléu do Belenenses, no cemitério da Ajuda, juntamente com Pepe e Matateu.

Augusto Silva - Juntamente com César de Matos, Pepe e Alfredo Ramos, fez do Belenenses o clube mais representado na selecção portuguesa na sua primeira grande participação internacional, nos jogos Olímpicos de Amsterdão. Augusto Silva foi um autêntico herói em Amsterdão. Em 1934, tornou-se o jogador português com mais internacionalizações de sempre, posição que manteve durante 16 anos.

Como jogador, ganhou, sempre ao serviço do Belenenses, 3 Campeonatos de Portugal (e foi 2 vezes vice-Campeão) e 4 Campeonatos de Lisboa. Mais tarde, como treinador, conduziu o Belenenses à conquista do Campeonato Nacional de 1946 - foi o 1ª treinador lusitano a ser Campeão Nacional.

Pepe - Seu nome próprio era José Manuel Soares. Apesar de ter morrido envenenado, aos 23 anos de idade, deixou marca no futebol, tornando-se uma lenda e um mito do futebol português e do Belenenses. Para o homenagear, o clube deu o seu nome ao Estádio das Salésias e erigiu-se um monumento com um magnífico baixo-relevo, depois levado para o Estádio do Restelo. Pepe detém ainda hoje o recorde de golos num jogo oficial: 10.

Apesar da idade em que morreu, ganhou 2 Campeonatos de Portugal e 3 Campeonatos de Lisboa.

Estreou-se no Belenenses, aos 18 anos de idade, em 28 de Fevereiro de 1926, num jogo épico, em que o Belenenses venceu o Benfica por 5-4, quando estava a perder a 15 minutos do fim. Pepe fez o golo da vitória, neste de um dos muitos "quartos de hora à Belenenses" que durante muitos anos foi marca distintiva do popular clube.

Na selecção Nacional, estreou-se aos 19 anos e com tal brilho que, depois de marcar 2 golos à França, foi levado em triunfo pelo público. Foi-lhe dado o nome ao Estádio das Salésias e erigido uma baixo-relevo, depois transferido para o Restelo.

Mariano Amaro - Capitão da equipa Campeã Nacional em 1946, jogador genial, chamado o "Einstein do futebol português", tornando-se durante décadas um modelo para os médios-ala. Foi também, durante muito tempo, um dos jogadores com mais internacionalizações.

As suas disputas com o jogador Pinga, do F.C.Porto, outro grande jogador, marcaram uma época.Além do Campeonato Nacional de 1946, ganhou a Taça de Portugal de 1942 e os Campeonatos de Lisboa (ao tempo quase tão importantes como os Campeonatos Nacionais) de 1943/44 e 1945/46.

As Torres de Belém - Esta era a denominação dada a Capela, Feliciano, Vasco e, em algumas versões, Serafim das Neves. Todos foram campeões em 1946. Os três defesas e o Guarda-Redes Capela fizeram do Belenenses, várias vezes, a defesa menos batida do Campeonato.

Destacavam-se pela sua altura, envergadura e pujança física, e ficaram célebres os seus duelos com o ataque do Sporting, os famosos "cinco violinos". Feliciano, em 1946, foi considerado o melhor defesa central da Europa. Serafim das Neves foi um dos jogadores com mais internacionalizações da sua época.

Era o capitão da equipa que, em 1955, perdeu tragicamente o Campeonato a 4 minutos do fim, quando o Sporting fez o golo do empate e ofereceu o título ao Benfica.

 Foi um golpe duríssimo no clube de Belém, e um momento importante de fortuna para o Benfica, que vivia jejum de títulos, antes da sua fama europeia dos anos de 60. Além deste Campeonato de 1955, o Belenenses esteve perto de ser Campeão em 1935, 1937, 1943, 1945 e 1959 - seis títulos que poderia ter juntado ao Campeonato Nacional de 1946 e aos Campeonatos de Portugal de 1927, 1929 e 1933.



Matateu - Foi, certamente, um dos maiores jogadores portugueses de sempre e indiscutivelmente o melhor de todos em potência de remate e finta curta e veloz dentro da grande área.
Muitos dos que o viram jogar afirmam que era no mínimo um jogador de tanta classe como Eusébio. Recentemente, em votação promovida pelo jornal Record foi considerado, juntamente com Figo e Rosa Mota, o 4º melhor desportista português de sempre.

À sua frente ficaram Eusébio, Carlos Lopes (que foi treinador um ou dois anos no Belenenses) e nos 10 primeiros ficaram ainda António Livramento (assumido adepto do Belenenses)e Jesus Correia (idem, pelo menos até acabar por ser um símbolo do Sporting). Porém, na votação feita apenas pelos leitores, Matateu ficou em 1º lugar, só descendo após a votação dos jornalistas.



 
Vicente - Nascido em 24 de Setembro de 1935, é, talvez, a maior lenda viva do Belenenses. Além da grande carreira que teve, e da ininterrupta ligação ao Belenenses, desde 1954 até hoje, é irmão do grande Matateu. No Belenenses conquistou (e viu escapar), aliás, os mesmos títulos que o seu irmão.

Foi ele, como capitão de equipa, que recebeu e ergueu a Taça de Portugal de 1960. Chegou a Portugal no início da época de 54/55, graças à intervenção de grandes belenenses radicados em Moçambique, como o Capitão Francisco Soares da Cunha. Estreou-se na festa de despedida de Feliciano (um dos campeões de 1946 ainda vivos, juntamente com Artur Quaresma, Andrade e Sério), marcando logo um golo ao F.C.Porto.

De resto, em Moçambique jogava a avançado; mas, em Portugal e no Belenenses, fixou-se como médio e, depois, como defesa. Jogador fino e elegante, sempre correcto, era, porém, de eficácia tremenda na marcação a jogadores adversários de pendor atacante

Ficou lendário por ter sido de todos os jogadores do mundo, o que melhor marcava o maior futebolista de todos os tempos, o brasileiro Pelé - facto reconhecido por este, que lhe tributava a maior admiração, expressa várias vezes (por exemplo, em entrevista ao jornal "Record" em 1963). Isso mesmo aconteceu no Mundial de 1966, onde, juntamente com José Perreira, foi um dos jogadores azuis ao serviço da Selecção de Portugal. Na altura, o jornal Inglês Daily Mail elegeu-o o defesa mais elegante do mundo. Envergou a camisola das quinas por 20 vezes.

Em pleno apogeu da sua carreira individual, logo após o Mundial de 1966, sofreu um acidente de viação que lhe afectou gravemente um dos olhos, obrigando-o a pôr prematuramente termo à carreira. Pouco tempo depois, em 22 de Janeiro de 1967, foi alvo de uma homenagem ímpar: teve lugar em todos os campos onde se jogou, então, uma jornada dos Campeonatos Portugueses.

Desde então para cá, permaneceu sempre ligado ao Belenenses, por vezes como Treinador Adjunto e também como técnico das escolas de jogadores com o seu nome.

José Pereira - Defendeu as balizas do Belenenses durante quase 15 anos, desde 1953 a 1967. Venceu a Taça de Portugal de 1960 e as Taças de Honra de 1959/60 e 1960/61; foi Vice-Campeão Nacional em 1955. Ficou 5 vezes em 3º lugar e 2 vezes em 4º lugar. Os seus voos elegantes, que lhe permitiam defesas espectaculares, valeram-lhe o cognome de "O Pássaro Azul". Esteve presente no Mundial de 1966, alinhando em todos os jogos mesmo no primeiro, e contribuindo assim para o 3º lugar alcançado por Portugal.

 De resto, fora extremamente importante para garantir a qualificação de Portugal para a fase final disputada em Inglaterra, ao defender um penalty contra a Checoslováquia, garantindo a vitória de Portugal, reduzido a 10 jogadores, por 1-0 em casa do adversário, num dos jogos mais épicos da Selecção Nacional.

César de Matos - Um dos mais represntativos jogadores de sempre do Belenenses. Foi Campeão de Portugal em 1927, 29 e 33 e Campeão de Lisboa em 26, 29, 31 e 32. Cognomimado "o médio que voa", representou 17 vezes a Selecção (era então o 4º jogador com mais internacionalizações), tendo estado nos Jogos Olímpicos de 1928 (ao tempo, a grande competição internacional de selecções, pois só 2 anos depois se iniciaram os Campeonatos do Mundo).

Stoycho Mladenov - Um dos mais famosos jogadores búlgaros, possuía uma verdadeira classe mundial. Representou a selecção do seu país 59 vezes. Esteve presente na fase final do Campeonato Mundial de 1986. Foi 4 vezes campeão da Bulgária e chegou a uma meia-final da Taça dos Campeões Europeus pelo CSKA. Foi 1 vez o melhor marcador do Campeonato Búlgaro.

Esteve no Belenenses entre 1986 e 1989. Foi 3º classificado em 87/88 e vencedor da Taça de Portugal em 89, além de ter estado presente nas vitórias sobre o Barcelona (87) e Bayer Leverkusen (88) para a Taça Uefa. Ao longo da sua carreira apontou 154 golos. Mladenov já foi treinador da selecção búlgara.

Batista - Médio de classe mundial. Esteve no Belenenses na época de 87/88, já em fim de carreira, contribuindo para o 3º lugar. Esteve presente em duas fases finais do Campeonato Mundial (1978 e 1982) ao serviço da Selecção do Brasil. Jogou também nos campeonatos italiano e espanhol.

Meyong - Internacional de Camarões, representou o Belenenses em 2005/2006, tendo sido o melhor marcador do Campeonato Português.

Marco Aurélio - Guarda-Redes brasileiro, que representou o Belenenses entre 1998 e 2007, se aposentando nesse mesmo ano. Por suas belas defesas, foi muitas vezes considerado o melhor ou um dos melhores guarda-redes do Campeonato Português.

Henrique Guedes da Silva, o "Catanha" - Foi contratado pelo Belenenses a meio da época de 1995/96, num esforço para garantir a presença na Taça Uefa, que escapou por um lugar (o Belenenses ficou em 6º).

Rapidamente mostrou a sua classe. Rumou a Espanha, onde representou o Salamanca, o Málaga e o Celta. Foi o 2º melhor marcador no Campeonato Espanhol em 2000. A sua eficácia continuou nos anos seguintes, tendo obtido a naturalidade espanhola, e representado esta selecção. Voltou ao Belenenses, onde esteva na 2ª metade da época 2004/05.

José António - Capitão da equipa vencedora da Taça de Portugal em 1989. 3º lugar em 87/88. Vencedor da Taça de Honra de 89/90. Representou a selecção Nacional, tendo alinhado na fase final do Campeonato Mundial do México, em 1986. Actuou em 6 jogos da Taça Uefa e 2 jogos da Taça das Taças.

Jaime - Esteve no Belenenses durante 6 anos, obtendo um 3º lugar e estando presente nas finais da Taça de Portugal de 1986 e 1989. Vencedor da Taça de Honra de 89/90. 9 vezes internacional pela selecção A.

Jorge Martins - Um dos grandes guarda-redes da história do Belenenses. 3º lugar em 87/88, vencedor da Taça de Portugal de 1989, finalista vencido em 1986. Esteve presente nas fases finais do Campeonato da Europa de 1984 e do Campeonato do Mundo de 1986.

Luís Sobrinho - Esteve 4 épocas ao serviço do Belenenses, de 1985 a 1989. Ganhou uma Taça de Portugal, foi finalista de outra e 3º classificado num Campeonato. Representou a selecção de Portugal 8 vezes, tendo sido seleccionado para a fase final do Campeonato do Mundo de 1986.

José Mário - Extraordinário Defesa Esquerdo brasileiro que representou o Belenenses desde 1987 a 1991. Também jogava a defesa central ou a extremo esquerdo. As suas arrancadas desde a sua área até à linha final ou à baliza contrária eram temíveis e ficaram famosas. Foi, por algum tempo, o melhor defesa esquerdo do Campeonato Português. Vencedor da Taça de Portugal em 1989 e 3º classificado em 1988.

Alfredo Quaresma - Representou o Belenenses, na categoria principal, desde 61/62 até 76/77. Vice-Campeão em 1973, 3º lugar em 1976, 4º lugar em 1963. Vencedor da Taça de Honra de 1969. Foi 4 vezes internacional, apontando um golo.

 Era costume marcar em jogos decisivos ou importantes, quando avançou de defesa central para médio. Por exemplo, marcou no jogo com o Real Madrid em Dezembro de 1972, quando o Belenenses foi convidado para as Bodas de Pratas do estádio dos madrilenos e para a festa de despedida do hexacampeão europeu Paco Gento. Também brilhou nos jogos da Taça UEFA com o Barcelona de Cruyff, Neeskens e Heredía em 76/77 (2-2 no Restelo; 2-3 em Barcelona). Já falecido, é tio-avô de Ricardo Quaresma.

Vítor Godinho - Vindo das camadas jovens, onde foi internacional, representou a 1ª categoria do Belenenses desde 1961 a 1977. Vice-Campeão em 1973, 3º lugar em 1976, 4º lugar em 1963. Vencedor da Taça de Honra de 1969. Internacional. Em 1973, a asa esquerda do Belenenses, com João Cardoso (ou Pietra), Godinho e Gonzalez foi considerada a melhor da Europa.

Pietra - Jogador dos anos 70. Vice-Campeão-Nacional em 1973 e 3º classificado em 1976. Transferiu-se para o Benfica em 76/77. 28 vezes internacional.

Fernando Freitas - Jogador dos anos 60 e 70. Vice-Campeão-Nacional em 1973 e 3º classificado em 1976. Transferiu-se para o F.C.Porto em 76/77. Foi 9 vezes internacional.

Alfredo Murça - Vice-Campeão Nacional em 1973. Transferiu-se a seguir para o F.C.Porto. Foi 5 vezes internacional.

Paco Gonzalez - Jogador paraguaio, internacional pelo seu país nos anos 70. O Belenenses foi buscá-lo ao Real Madrid. Com um pé esquerdo extraordinário, evidenciou classe mundial. Foi por várias vezes o melhor marcador da equipa. Exímio marcador de livres, dos quais resultaram muitos golos.



 
Félix Mourinho - Pai do treinador José Mourinho, defendeu com muita eficácia as redes do Belenenses desde 1969 a 1974, tendo chegado a internacional. Enquanto jogador, chegou a ser adjunto do treinador (Homero Serpa, que serviu o clube dessa forma numa emergência). Ele foi vice-Campeão-Nacional em 1973.

Alfredo Ramos - Esteve presente nos Jogos Olímpicos de 1928. o Belenenses, com 4 jogadores, foi a equipa mais representada na selecção de Portugal. Foi 3 vezes Campeão de Portugal e 4 vezes Campeão de Lisboa pela equipa azul.

José Simões - Outro grande e malogrado jogador do Belenenses, pois morreu aos 31 anos. Foi titular da Selecção Nacional entre 1936 e 1941, jogando no sector defensivo. No clube, conquistou o Campeonato de Portugal de 32/33, a Taça de Portugal de 41/42 e o Campeonato de Lisboa de 43/44. Foi Vice-Campeão de Portugal em 1934 e Vice-Campeão Nacional em 1937.

Raúl Figueiredo - Defesa dos anos 50. Capitaneou a equipa nos jogos de inauguração do Restelo. Vice-Campeão Nacional em 54/55, 3º classificado em 52/53, 55/56, 56/57 e 58/58 e 4º lugar (a pior classificação...) em 51/52, 53/54 e 57/58. Jogou 3 vezes na Selecção. Em 1984 foi adjunto do treinador Jimmy Meliá.

Di Pace - Jogador argentino de grande classe, internacionalmente famoso, que representou o clube entre 1953 e 1958. De técnica refinada, as suas fintas e passes de mestre causaram sensação.

No Belenenses obteve um 2º lugar, três 3ºs lugares e dois 4ºs lugares. Voltou à Argentina, mas veio visitar Portugal e o "seu" Belenenses em 1984 e 2004.



 
Artur Quaresma - Um dos imortais do Belenenses que está ainda entre nós, como uma verdadeira lenda viva. Nasceu em 1917, tendo chegado ao Belenenses, vindo do Barreirense, na época de 36/37.

A sua carreira regista a conquista de 1 Campeonato Nacional (46), 1 Taça de Portugal (42) e 2 Campeonatos de Lisboa (43/44 e 45/46). Foi Vice Campeão Nacional em 1937. Ficou ainda 6 vezes em 3º lugar e 3 vezes em 4º lugar. Foi finalista em mais 3 Taças de Portugal.

 Marcou no jogo decisivo do Campeonato de 46, no qual assinou 14 golos, apesar de não ser ponta de lança, mas interior direito, na finbal da Taça de Portugal de 1942, e brilhou a grande altura nos jogos com o Real Madrid em 1845 e 1947. Depois da despedida como jogador, continuou o seu trabalho, já antes iniciado, nos escalões de formação do Belenenses.

Rafael - Um dos campeões de 1946, marcando aliás o jogo decisivo, contra o S.L.Elvas, para onde o Benfica mandara um treinador (Valadas) tempo antes, a fim de evitar a conquista do título pelo Belenenses.

Foi 1 vez Campeão Nacional, 1 vez vice-Campeão Nacional, ficou 6 vezes em 3º lugar, obteve 2 Campeonatos de Lisboa, ganhou 1 Taça de Portugal e esteve em mais 2 finais, foi ainda finalista vencido de um Campeonato de Portugal. Brilhou nos jogos com o Real Madrid, incluindo a inauguração do estádio do gigante espanhol. Pela Selecção A, foi internacional por 6 vezes. Na última das vezes, o Belenenses tinha 5 jogadores no Onze Nacional.

Yaúca- Jogador do fim da década de 50 e princípio da década de 80. Vencedor da Taça de Portugal de 1960 e das Taças de Honra de 1959 e 60. 3º Lugar nos Campeonatos de 59 e 60, 4º lugar, em 63.

Presente em jogos europeus com a Roma, o Barcelona, o Hibernian, etc., em que fez sensação. Avançado de grande qualidade, foi o 3º melhor marcador do Campeonato de 61/62.

Representou a Selecção Nacional por 10 vezes, marcando 4 golos. Devido às tremendas dificuldades financeiras que o Belenenses passava, foi transferido para o Benfica em 64/65, o que, mesmo assim, provocou grande consternação e descontentamento entre largos sectores de adeptos.

Scopelli, Tárrio e Telechia - Trio de argentinos de grande classe, que chegaram ao Belenenses em 39/40 e introduziram novos conceitos tácticos em Portugal. Alejandro Scopelli, que particpara no Campeonato Mundial de 1934, como jogador, ao serviço da Argentina, foi também treinador do Belenenses, tanto no fim da década de 40, como na década de 70, obtendo um 2º e um 3º lugar.

José Luís - Avançado e goleador que conquistou os 3 Campeonatos de Portugal e 4 Campeonatos de Lisboa, sendo ainda 1 vez Vice-Campeão de Portugal. Internacional.

Rodolfo Faroleiro - Outro histórico do Belenenses. Como jogador, foi 2 vezes Campeão de Portugal e 3 vezes Campeão de Lisboa. Como treinador, conquistou a Taça de Portugal de 41/42.

Em 31/32, nos 1/8 de final do Campeonato de Portugal, o Belenenses venceu o Sporting Fora por 6-0 e em Casa por 9-0 - Rodolfo marcou 5 dos 15 golos.

O Clube de Futebol os Belenenes está a apostar cada vez mais forte na formação de novos jogadores com a perspectiva de integrar a equipa sénior de futebol como é o caso de Adolfo, guarda-redes ainda no primeiro ano de júnior que treina já com o plantel sénior, os jovens Fredy, Pelé, Abel Camará (emprestado ao plantel do sénior do Estrela da Amadora, e no juvenis "A" o jovem defesa-central Cláudio.



Ao Belenenses, seus dirigentes, jogadores e adeptos, os meus sinceros parabéns pela passagem de mais um aniversário, formulando sinceros votos, para que de novo consiga estar entre os primeiros, no futebol português e internacional.
VIVAM OS VELHOS DO RESTELO 


 
 

2 comentários:

Pedro Coimbra disse...

O clube de coração do meu avô paterno e do meu pai.
Que aprendi a respeitar desde menino.

Anônimo disse...

Aquele estádio não é o do Restelo.